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domingo, 10 de junho de 2018

EXISTE LEGALIDADE BÍBLICA PARA APOLOGÉTICA?

Não, não existe. Nunca existiu!!! Calvino,que numa espécie de megalomania esquizofrênica, defendeu que a doutrina DIABÓLICA que a noiva e a doutrina são a mesma coisa. Mas não são. Defenda a sã doutrina, mas a Noiva quem defende é o Noivo. Defender o estado laico, ou não, é uma face disso. O estado laico é um estado que não pende para nada. Eu prefiro o estado sendo laico. Prefiro passar em praça pública e ver uma reunião do candomblé, a ser proibido de ter uma bíblia. Prefiro um estado livre, ainda que idólatra(se é que estado tem crença), do que um Irã, ou uma Coreia do Norte. O próprio protestantismo é fruto da liberdade laica. Então um evangélico que seja contra isso, apenas cospe no prato que comeu.

A lei terrena não precisa estar a nosso favor para pregar, apenas a divina. Mas PARA PREGAR, não para convencimentos apologéticos!!!! As agressões mútuas entre cristãos e ateus que ocorrem se devem a APOLOGÉTICA, não a pregação da Palavra de Deus! O que seria isso? Um sujeito chamado Apolo, descrito no livro de Atos dos Apóstolos(At 18:18-19:1). Ele não possuía o batismo com o Espirito Santo, mas apenas o batismo de João. Isso é dito no texto. Isso que traz confusão e conflitos com os incrédulos. Após a morte de Apolo, já no final do século II, um sujeito chamado Tertuliano de Cartago escreve um texto intitulado "Apologética", no qual dá dicas de como provar para o incrédulo, por A+B, que Deus existe. Isso nunca poderia ocorrer, jamais!!! De Deus não se prova a existência, nunca!!! Deus só se pode conceber por fé(Hb 11:6). E, para piorar, um teólogo de renome, chamado Tomás de Aquino, eleva a Apologética como 'ciência do céu'. Algo perfeitamente estúpido! Escreve "A Suma Teológica". Um escrito vindo direto do inferno. Desse escrito que vem o conceito de "guerra justa", ou para 'cristãos' andarem armados. Foi isso que 'justificou' as Cruzadas,e o clamor do papa Urbano II. E também foi desse último escrito que se utilizou(baseado na sabedoria grega pagã)que é legítimo se revoltar contra um tirano. E, quando o grupo Anabatista usou isso no século XVI, eles estariam 'atropelando' Romanos 13:1-7. Mas, segundo eles, Tomás de Aquino não. Este sabia o que falava. A Apologética que faz esse estrago todo no nome dos evangélicos em relação aos ateus, não a pregação do evangelho.

Um dos erros mais comuns na análise bíblica, até quando levada a sério, é imaginar que Deus pede defesa a alguém. Na História existiram pessoas que valorizavam esse defender a Deus perante incrédulos. Gente como Tomás de Aquino ou Calvino. Mas isso não é a Escritura, é opinião humana. Esse jeito de agir teologicamente foi ganhando adeptos no transcorrer da História. Daí se vê páginas da Internet como "e agora ateus?", "ateu todynho" e demências típicas de mentes adolescentes, de quem tem pouco respaldo teológico, e nenhum respaldo bíblico. Também se vê filmes como "Deus não está morto", onde se entende a diferença entre ateu e anticristão. Este último sendo o caso da maioria dos "pseudo-ateus" nessas historias. Mas a tua eloquência não mudará esse quadro. Apenas o teu testemunho muda isso. Não há eloquência ou milagre que mude isso. Em nenhum momento da História da Igreja se viu qualquer apóstolo defendendo Deus perante os incrédulos. Se viu eles defenderem o evangelho que pregavam, isso sim. Até o final do século II, essa prática chamada APOLOGÉTICA não surtia efeito. O próprio Apolo de Alexandria, de onde surgiu esse nome, apenas defendia o evangelho, não a Deus. Foi somente quando surgiram nomes como Tertuliano, Orígenes,Flávio Justino(conhecido como Justino Mártir), Agostinho e Pelagio que isso apareceu. Traduzindo: O próprio Apolo não era 'apologeta'. Simplesmente porque isso não leva a lugar algum. "Mas a nossa PÁTRIA está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo..." Fp 3:20

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